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3 de janeiro de 2012

As tecnologias podem transformar o processo de ensino e aprendizagem?


Martina Roth fala sobre Educação e tecnologia

A educadora alemã defende uma transformação no processo de ensino e aprendizagem que prepare as crianças para enfrentar as novidades do século 21, com um currículo em que os projetos substituam as aulas.


Vivemos uma época caracterizada pelo avanço das tecnologias e pelo surgimento de novos paradigmas de aprendizagem. O que cabe à escola nesse sentido? 

MARTINA ROTH As exigências e oportunidades relacionadas às tecnologias hoje são enormes para todos os países. Para lidar com isso, é essencial pensar em meios de desenvolver nas escolas as habilidades que as crianças precisarão para enfrentar o século 21, como pensamento crítico, capacidade para resolver problemas e tomar decisões, boa comunicação e disposição para o trabalho colaborativo. As nações que trabalham para integrar essas novas habilidades à prática escolar e propiciam, por exemplo, uma relação mais próxima entre professores e alunos e um atendimento quase personalizado às necessidades deles têm mais chances de avançar. Nesses países, o sistema político dá suporte à transformação sistêmica na Educação. O mais importante é garantir que toda criança tenha acesso ao ensino e à tecnologia de forma igualitária. 

De que forma o uso das tecnologias altera o trabalho do professor e a relação dos alunos com o estudo? 


MARTINA No momento em que se oferecem computadores às crianças e aos professores - e o Brasil já está começando a fazer isso -, há duas situações possíveis. O docente pode usar o computador apenas para preparar o material para as aulas. Mas ele também pode se valer da tecnologia para estabelecer uma metodologia diferente, um novo tipo de relação com o aluno, muito mais personalizado, e isso me parece o mais importante. A tecnologia permite o trabalho individual e em grupo de maneira mais eficaz. O aluno, quando está em casa, consegue se comunicar com o grupo da escola, os pais podem observar seus avanços e o processo de aprendizagem ocorre de forma mais natural e espontânea. O estudante fica em contato com o conhecimento não apenas no período em que está na escola mas também no restante do tempo. É claro que, no caso dos professores, há uma transformação cultural importante acontecendo e toda transformação exige algum nível de esforço. Eu creio que é uma mudança positiva. A experiência nos mostra que os professores que já estão envolvidos em programas de treinamento estão muito mais motivados a ir além na prática pedagógica para aprender cada vez mais sobre as tecnologias e sobre como utilizá-las em salas de aulas. 


Quais os primeiros passos para fazer uma mudança sistêmica na Educação de modo a permitir que a formação inicial e continuada do professor atenda às novas exigências? 


MARTINA O mais importante é contar com o apoio governamental e com políticas que deem suporte a todas as escolas do país. É preciso ter um plano geral para as mudanças necessárias e esse é um ponto crítico porque elas levam tempo, não podem ser feitas no curto prazo. O governo deve prover os recursos para que essa transformação ocorra, com cursos de capacitação de professores e parâmetros curriculares alinhados às novas exigências. 


As mudanças mais importantes se relacionam à infraestrutura e ao acesso às tecnologias ou dependem mais de uma atualização curricular?


MARTINA Deve-se trabalhar nas duas frentes. Porém apenas ter computador na escola, sem uma estratégia para educar usando as novas tecnologias, não basta. Não haverá nenhum avanço. Depois, é necessário permitir que os professores busquem o bom uso dos computadores, o que significa oferecer novas perspectivas pedagógicas e metodológicas. São dois elementos que andam juntos. Avançar com um sem dar atenção ao outro é desperdiçar dinheiro. Nesse processo, as avaliações também são fundamentais para que os resultados sejam mensurados. Isso permite investir em modificações contínuas com vistas ao aprimoramento constante.

Leia a entrevista completa: Revista Nova Escola

3 de julho de 2011

Um bom professor...um bom começo!!!


O Todos Pela Educação lançou, nesta terça-feira (12/02/2011), uma nova campanha de mobilização. Desta vez, o foco é a valorização do magistério e o slogan é “Um bom professor, um bom começo”. “O objetivo é a valorização do bom professor, aquele que tem o foco no aprendizado de seus alunos e que, assim, contribui efetivamente para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
Mas qual deve ser a maneira para valorizar os bons professores? Para Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, essa valorização passa necessariamente por quatro eixos: “salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho”.

Veja a maréria completa aqui.

23 de junho de 2011

15 sites que podem complementar o conteúdo estudado na escola


Recebi esta dica pelo twitter e achei bacana postar aqui.
A matéria trás uma lista de 15 sites que podem ser úteis para complementar o conteúdo visto na escola nas áreas de exatas: (física, química e matemática), Humanas:( Português, História e Geografia) e Biológicas(Biologia).

Para acessar a matéria e ver a lista de sites clique aqui .

20 de junho de 2011

Pesquisa aponta importância do uso das Novas Tecnologias na Educação

          Pesquisa do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, o Ibope Inteligência e o Instituto Paulo Montenegro apresenta uma radiografia inédita sobre o relacionamento da comunidade escolar com as novas tecnologias. A pesquisa ITICs (Interação com as Tecnologias de Informação e Comunicação na Comunidade Escolar) foi realizada de maio a julho de 2010 e abrangeu um universo de mais de 32 mil pessoas, entre diretores, professores e alunos da rede pública municipal do Rio de Janeiro. Todos os grupos de entrevistados concordam maciçamente (mais de 70%) que, quando há uso de tecnologias em sala de aula, o aluno se interessa mais em aprender. Outra constatação foi que a tecnologia aplicada à educação vai mudar não só o papel da escola num futuro próximo como vai alterar o papel do professor em relação aos alunos, opinião compartilhada por mais de 65% dos participantes.
          O levantamento apontou que a grande maioria dos entrevistados (mais de 80%) acredita que a tecnologia pode contribuir muito com o processo de aprendizagem e, consequentemente, consideram-na necessária para um bom desenvolvimento da educação. Os entrevistados concordam que quem não sabe usar as tecnologias de comunicação e informação sente-se excluído no mundo de hoje. Além disso, a ITICs apontou como é a interação dos segmentos escolares com as ferramentas tecnológicas.
          Nos três grupos, o principal uso da internet, por exemplo, é receber e enviar e-mails. No segundo lugar da lista, há uma distinção entre a preferência de diretores e professores, que buscam informações e ler notícias em geral (98% e 93%, respectivamente), e a dos alunos, que optam por acessar as redes sociais (43%).
          A pesquisa comprova que a mudança de mentalidade na comunidade escolar com relação às novas tecnologias já é uma realidade e que o seu papel é cada vez mais significativo na qualificação da educação.

Para ver o resultado da pesquisa clique aqui .

24 de maio de 2011


Encontrei no blog Aprender a aprender este vídeo bastante interessante sobre a história do Linux,vale a pena conferir.

18 de maio de 2011

Tecnologias na Educação

Visitando o blog da professora Ivone encontrei este vídeo muito interessante, que faz uma reflexão sobre o uso da tecnologia daqui a 15 anos. Será que estamos preparados?
Confiram e tirem suas próprias conclusões!

21 de abril de 2011

O computador e o corpo


Visitando o blog Utilizando as mídias na educação  de Fernanda Tardim encontrei este vídeo muito legal sobre a postura corporal adequada  no uso do computador.Dica também do blog Informática educacional, vale apena conferir estes blogs.

8 de março de 2011

Usar tecnologia na educação não é uma escolha, é essencial.



Na última década, houve uma gigantesca evolução tecnológica dentro de uma mesma geração. Por isso, torna-se inconcebível pensar na ação formativa de crianças e jovens sem envolver as tecnologias de informação e comunicação (TICs).
Os educadores, que não experimentaram inicialmente essa vivência tecnológica, também se deparam com o desafio de entender o seu papel nesse contexto.
Computadores com acesso à internet já são realidade em boa parte das escolas. O sistema 1:1 - um computador para cada aluno ou jovem - começa a ser implementado, e os obstáculos de infraestrutura são lentamente superados. No entanto, o que para muitos era um jargão -"não basta ter acesso, é preciso saber o que fazer com a tecnologia"- hoje é a questão mais urgente a ser respondida.
A tecnologia permite colocar pessoas em contato com pessoas e todas em contato com a informação, em qualquer tempo e de qualquer lugar. Este é o grande potencial das TIC's na educação. No entanto, disponibilizar isso ao aluno, sem relacionar à sua formação, não tem valia. É fundamental garantir ao educador uma formação voltada à compreensão do uso dessas tecnologias na vida de crianças e jovens para aproximar e integrar duas gerações: a de "nativos" e a de "imigrantes digitais".
Essa formação deve valorizar a metodologia para, através das TICs, garantir o desenvolvimento de competências, sem, no entanto, limitá-la aos aspectos cognitivos dos conteúdos curriculares. O desempenho escolar é fundamental, mas sabemos que um conjunto maior de habilidades é necessário para a formação do indivíduo e sua atuação bem-sucedida no mercado de trabalho.
Por isso a urgência de refletirmos como a tecnologia afeta o comportamento dos alunos e como sua utilização pode contribuir na promoção da aprendizagem.
O fato de, em algumas escolas brasileiras, públicas ou privadas, alunos terem acesso ao aprendizado 1:1 não significa que a sua performance escolar será melhor. É importante avaliar como essa tecnologia tem sido utilizada e de que forma os educadores lidam com esse novo contexto. Certamente a dinâmica das aulas precisa ser repensada, assim como a criação de práticas e a definição de estratégias de avaliação.
A utilização das TICs não é uma escolha, mas uma ferramenta essencial para aproximar crianças e jovens de uma educação real e eficaz.

Artigo de Adriana  Martinelli Carvalho, coordenadora da área de Educação e Tecnologia do Instituto  Ayrton Senna, publicado na Folha de S. Paulo  (21/02/11)
Fonte:http://www.jornaldaciencia
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